quinta-feira, 29 de julho de 2010

O Resto é Ruído - À escuta do séc. XX


Ofereceram-me, esta semana um excelente livro: " O RESTO É RUÍDO", de Alex ROSS.

Encontrei num número da LER um artigo de opinião sobre este livro.

Aqui vos deixo:

"Claude Debussy referiu-se certa vez ao território da música como «país imaginário, ou seja, um país que não se encontra no mapa». Em O Resto é Ruído, Alex Ross, crítico musical da New Yorker, procura retirá-lo dessa dimensão aparentemente imaterial, integrando-o nos processos de leitura da contemporaneidade e de compreensão das suas raízes mais próximas. Ensaia então um esforço de entendimento da história da música ocidental no século XX, procurando, através dela, aperfeiçoar o conhecimento dos seus momentos nucleares na ligação com a actividade de alguns dos compositores mais criativos e singulares. De Gustav Mahler e Richard Strauss a John Adams e Philip Glass, uma linhagem de grandes criadores musicais vai cruzando estas páginas absorventes, mostrando recorrentemente que a vida e a obra dos intérpretes da música dita «clássica», ou «erudita» – e ao contrário daquilo que mais recentemente tende a considerar um certo gosto padronizado, marcado pela influência da cultura popular nascida no pós-Segunda Grande Guerra –, foi tudo menos construída, e experimentada, dentro de um universo soturno, entaipado, sem contacto com um público genuinamente interessado e com as grandes questões do tempo.
O livro integra uma componente didáctica, seguindo por isso uma cronologia de certa forma linear. A primeira parte ocupa-se do período de 1900-1933, abordando a cultura musical modernista, herdeira do romantismo mas ao mesmo tempo em clara ruptura com ele, com ênfase na afirmação da atonalidade, depois na descoberta da composição dodecafónica, e na valorização do conceito de popular. A segunda, interessada nos anos de 1933-1945, trata a relação entre política para as artes musicais, o nazismo e o estalinismo, mas também a emergência de uma música americana pujante e assumidamente concorrente da tradição europeia. A última parte, balizada pelas datas de 1945-2000, ocupa-se do impacto na música da Guerra Fria, da explosão cultural dos anos 50-60, do minimalismo, do jazz e das influências caleidoscópicas de uma música popular e moderna que recusa a vulgaridade. Atravessando todo aquele tempo, figuras tutelares mas inevitavelmente complexas – como Strauss, Schoenberg, Mahler, Stravinsky, Chostakovich ou Boulez, cuja originalidade, influência e capacidade para se adaptarem à mudança e se repensarem são aqui constantemente invocadas –, ajudam a expor os caminhos possíveis e as contradições constantemente em presença. Se o objectivo proposto para este livro era, como declara inicialmente Ross, apresentar um século XX «ouvido através da sua música», mas também propor uma cartografia para esse «obscuro pandemónio que habita as periferias da cultura», pode dizer-se que ele foi duplamente conseguido. Porque nesta obra de síntese o ruído passa para segundo plano e a música emerge enquanto protagonista da vida e da mudança.
Alex Ross(2009) O Resto é Ruído. À Escuta do Século XX. Alfragide: Casa das Letras, 576 págs. [ Publicado na LER de Novembro]

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Não depende da posição....

Tenho estado muito ausente deste espaço, tenho-me dedicado a outro entertenimento que aqui vou partilhar:

Fazê-lo parado fortalece a coluna,

de barriga para baixo estimula a circulação do sangue,

de barriga para cima é mais agradável,

fazê-lo sozinho é enriquecedor, mas egoísta,

em grupo pode ser divertido,

no w.c. é muito digestivo,

no automóvel pode ser perigoso.

Fazê-lo com frequênciadesenvolve a imaginação,

a dois, enriquece o conhecimento,

de joelhos, torna-se doloroso.

Enfim, sobre a mesa ou sobre ao secretária,

antes de comer ou à sobremesa,

sobre a cama ou numa rede,

despidos ou vestidos,

na relva ou sobre o tapete,

com música ou em silêncio,

entre lençóis ou no roupeiro:

Fazê-lo é sempre um acto de amor e de enriquecimento.

Não importa a idade, nem a raça, nem o credo, nem o sexo, nem aposição económica...

o que importa é que

.............................................Ler é um prazer!!!.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

TANGO COM BOLA

Fenomemal este video!
Enão gosto de futebol, nem de nada que lhe diga respeito, mas esta dança é um verdadeiro espectáculo!

video

quarta-feira, 7 de julho de 2010

MATILDE ROSA ARAÚJO



A escritora Matilde Rosa Araújo morreu ontem, em Lisboa aos 89 anos, deixando já pronto uma nova obra para a infância, com ilustrações de Maria Keil. Um texto inédito, intitulado "Florinda e o Pai Natal", que vai ser editado a título póstumo, em Outubro, pela Calendário.

Fiz, numa u.c. de mestrado, um trabalho sobre "As cançõezinhas da Tila" e os livros de poemas musicados. As músicas das canções são de Fernando Lopes Graça, interpretadas pelo "Bando dos Gambozinos".

Foi um trabalho feito com muito prazer.

"Menina dos olhos doces
adormece ao meu cantar:
Tenho menina de trapos,
Tenho uma voz de luar...

Os meus braços são a lua
quando ela é quarto crescente:
dorme menina de trapos,
meu pedacinho de gente."

Canção de embalar bonequinhas pobres, in "Cançõezinhas da Tila, 1996

segunda-feira, 5 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

A Propósito do Mundial



Recebi um pedido, de um amigo, para publicar um texto no meu blog. Vou, de facto, aceder ao seu pedido, mas identificando o autor.




PARA QUE FIQUE CLARO: Só publico textos e comentários assinados, os anónimos têm ido para o lixo!


Por isso, quando comentarem identifiquem-se. Nada de "Maria de Coimbra", nem de "Folião do Telhado", ou "Pau de vassoura"(esta não lembra o Diabo)!




"A propósito do Mundial…..

É com agrado que vejo o sentimento patriótico elevar-se ao seu mais nível, quando se projecta uma comitiva portuguesa para África do Sul, onde vai disputar o campeonato do mundo de futebol.

Eu percebo que o Futebol nos faça vibrar e provoque emoções fortes, mas não devemos confundir a cumplicidade, solidariedade e a vontade de vencer, virtudes, estas, enraizadas no nosso povo, com a dignidade e o orgulho de sermos Portugueses.

Meus amigos, a Bandeira Nacional é um Símbolo da Pátria, unificador de toda a Nação Portuguesa, que materializa a nossa história. Tem um poder afectivo tão forte que no passado, durante o combate, deveria permanecer sempre erguida, a tal ponto que, quando o porta-estandarte era derrubado, outro soldado a deveria erguer. A Bandeira Nacional faz este ano 100 Anos! Sabem em que dia? Dói-me a alma quando vejo pedaços de tecido, que tentam imitar aquilo que representa a nossa história, com adulterações ás regras heráldicas, em que esta está bipartida horizontalmente e não verticalmente, ou em que a cor verde ocupa metade e não dois quintos do comprimento total, ou ainda ver inscrições como “euro 2004” ou “Selecção Nacional”.

Eu gostaria de ver uma Bandeira Nacional erguida em cada casa de um Português quando a nossa selecção joga mas também no dia 10 de Junho. Desta forma saberia que existem pessoas que sabem que existe um dia de Portugal.

Pergunto eu… Será que o Lápis Azul não seria conveniente para censurar este atentado aos Símbolos da Pátria?"


José Barradas


Sem comentários, porque eu sou mais:

sexta-feira, 2 de julho de 2010

ESCOLAS DO 1º CICLO VÃO FECHAR


Mas ao que isto chegou! Uma vergonha o fecho de Escolas com menos de 20 alunos. Ontem eram 10, hoje: 20!
As crianças começam a ser desenraizadas desde cedo do seu habitat natural. Vão perder imenso tempo em transportes ( ida e volta ) diariamente, vão andar em stress e depois digam que não são bons alunos. Gente que hoje está no ME não passam de burocratas que nem sequer sabem pensar. Devem ter sido mal instruídos desde a escola, com certeza. Mas, o curioso é que a maioria desta gente foi professor(ou não?) e deixaram de o ser por não terem capacidades para o ensino,.atingiu-se, para essa gente, o princípio de Peter. Mas que Ministra é também esta a não ser uma yesgirl,( “yes, Prime Minister”) ? Esquisito, no mínimo. Vejam agora o que se passa agora com os chamados" Megagrupamentos" no Ministério da Educação. O ME coloca por um ano alguém da sua confiança (boa!) até ( dizem eles… ) haver novos concursos. Pois é, o que se esquecem de dizer é o seguinte: que se dará preferência a determinada pessoa da cor (rosa, de preferência vivo, mas até pode ser um pouco esbatido, havendo falta de melhor) e, se necessário colocam outro professor de um qualquer agrupamento ( que se confirme aqui nos arredores ); depois como vai haver concurso "ganharam os mesmos , portanto dirão: “já fizeram curriculum”; se são boy´s é pacífico, fica um boy que já lá esteja e vão buscar outro boy de um outro agrupamento qualquer. O que é importante é dar colocação a estes. Ok! Não se esqueçam que foi isso que se passou aquando da alteração dos Serviços do ME. Colocaram apenas estes(“a rosa que te dei…”), sendo afastados todos os outros que se sabia ter uma coloração ligeiramente diferente(“olha a laranjinha que caiu, caiu…”). Mais, colocaram quem não queriam, na mobilidade especial. E, claro tudo em nome do défice ( e que se verificou que gastaram ainda mais ). Hoje será em nome da crise. E, acreditem porque não vai haver redução de custos, porque vão criar assessores e mais assessores disto e daquilo, tal como o fizeram nos Serviços Centrais. É a sina do Poder que nos governa fazer as coisas de forma "camuflada" em nome de coisas importantes, para fazerem o que bem querem e como lhes apetece. Afinal, a crise nem chega à mesa deles….

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PONTOS AZUIS


A pedidos de várias famílias aqui vai o comprovativo, embora desfocado, de que são MESMO azuis!!!

Cirurgia ao túnel cárpico

DEPOISANTES



Bem, meus amigos e amigas, estive para fazer férias do blog, porque tenho alguma dificuldade em gerir isto apenas com a mão esquerda.


Pois é, lá meti a minha mão nas mãos do LOBO, Antunes, convenhamos, e submetive-me a uma cirurgia de desentupimento do túnel cárpico.


Desafiaram-me a contar aqui essa experiência, mas ainda é cedo, "a ferida ainda não está sarada" e os pontos são AZUIS! Foi um choque, foi uma satisfação, como eles descobriram que a minha cor preferida era o AZUL!!!


Primeiro foram horas de espera! Em jejum! Depois o bloco cirurgico não tinha música, tive que cantarolar para entreter a minha cabeça. O Prof. não gosta de operar com música..., pronto, meia hora a exercitar musicofília...


Talvez um dia destes vos conte, em detalhe, esta incursão pelo hospital da CUF.