quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O ar da República...


In blogue "O centenário da República"

(...) É paradoxal: os reis constitucionais cultivavam, na rua, a dessacralização do poder. A República, porém, fecha-se nos seus palácios. Nos anos 70 e 80 do séc.XIX, o rei D.Luiz, pai de D.Carlos, ia todas as tardes ao Rossio, beber a sua ginginha com os amigos. Sozinho e sem segurança. Qualquer súbdito poderia trocar dois dedos de conversa com o rei, que se apresentava no seu grosseiro jaquetão burguês, e trocar com ele umas palmadas nas costas. Hoje, qualquer mísero secretário de Estado passa em carros topo de gama de vidros fumados, alheio à plebe. O ar da República está irrespirável. (...)

- Filipe Luís, O ar impuro da República, na Visão.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Por favor!!! Até na Rússia Portugal é notícia!!!!


Ler no PRAVDA:




Povo sofredor, abre os olhos! Salta à rua! Grita! Faz-te ouvir!

Acabai com o fado de que a vida são dois dias e o Carnaval três!

Invertei os dados!

Soltai os cães!

domingo, 10 de outubro de 2010

IMAGINEM - Mário Crespo


Imaginem


00h30m


Mário Crespo


Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento. Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado. Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas. Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.

sábado, 25 de setembro de 2010

Salazar e a eterna questão do PODER!


Continuo muito monárquica.

Mas, de qualquer modo, este artigo suscitou-me a curiosiade e acabei por lê-lo.

Vale a pena e observar esta lúcida análise.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ilusão ou realidade?



Enquanto o ano lectivo começa, vamos-nos confrontando com o facto de que os pais continuam , cada vez mais a fazer sacrifícios para que os filhos não sintam a crise.

Tentam que não lhes falte nada e que mantenha o mesmo nível de vida, conseguindo inscrevê-los e mantê-los nas mesmas actividades que tinham no ano anterior.

Muitos pais, a muito custo e com muitos sacrifícios, conseguem, outros rendem-se ao facto de não conseguirem e eliminam a actividade mais dispendiosa, ou a que consideram menos relevante.

Muitos pais tentam que os filhos poupar os filhos ao drama que eles têm que enfrentar para lhes dar tudo isso. São crianças e jovens com que me cruzo todos os dias que não têm a mínima consciência deste drama.

Terão que ser poupados à realidade?

Não deverão conhecer essa realidade?

Será certo deixá-los viver nessa ilusão?

O conhecimento da realidade não seria facilitador da comunicação familiar e, assim, evitar-se tantos desentendimentos?

Ao dizer-se: "Olha, filha, esse jogo custa tanto como um par de ténis!", ou, " Esse dinheiro dá para almoçares durante um mês na cantina", é provável que entendam que há coisas que podemos passar bem sem elas, mas que há outras que são imprescindiveis.

Não acho certo esconder as dificuldades aos filhos.

Criar-lhes níveis de vida superiores aos que na realidade podem ter é criar-lhes prespectivas de vida irreal.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ano lectivo 2010 - 2011: mensagem da Sra. Ministra da Educação

Bem! Eu nem acreditava naquilo que estava a ouvir!

Será que professores , pais e alunos deste país, à beira-mar plantado, têm de assistir a espectáculo tão burlesco, degradante e irreflectido?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pedralhães

Bem, acabaram-se as férias, está na hora de começar a trabalhar!

Deixo-vos aqui o conteúdo de um email que me mandaram hoje e que me levou à lágrima:

Em miúdo eu tive uma PEDRALHÃES com monitor de 12 polegadas !...

E sei a tabuada, fazer contas de cabeça e escrevo sem erros!!!!!
...Ganda máquina aquela !!..

domingo, 8 de agosto de 2010

Entre a terra e o mar, sou gaivota!


Aqui me encontro, entre a terra e o mar.

Mais perto do mar, muito mais longe do mundano e mesmo no centro vital do frenesim de verão.

Estou e não estou...

O levante vareu a praia.

A água está calda, deslizante em ondas largas.

Hoje temos sardinhada!

Aquele peixinho delicioso de que sentimos saudades o Inverno inteiro...agora é só tirar a barriga de mísérias e comê-lo bem fresquinho, ainda de cauda arrebitada e contorcida, de há pouco ter saído da traineira.

Mas, cada ano que passa perco-me pela saudade do que aqui existia e que desaparece a olhos vistos.

Avenida dos Descobrimentos!

Onde está a imponente entrada nesta cidade?

Avenida, hoje, reduzida a um "calçadão" à beira rio e a um deserto de cimento, com ar de que as obras nunca acabarão?

Praça do Infante!

Infante?! Aonde? Ah! Ali ao canto...

Verde?! Vegetação?!

Deserto, sim, deserto.

Ali onde, na minha infância, corri, saltei, caí... Onde rodava na minha biciclete, anos e anos... Onde, depois da missa de domingo nos sentavamos a tomar um cafezinho e nas noites quentes, da minha juventude, nos juntavamos em grandes "bandos", entre risos, histórias e estórias...

"-Já foste ao Porto de Mós?" - perguntaram-me ontem. Não, não quero ir! Deixem-me ficar com reservas de imagens que não quero alterar. Não, não quero ir!

Péssimista? Baixo astral? Talvez... talvez seja só hoje... talvez aamanhã já veja de outra maneira, quiçá...

Sou gaivota, como as outras a quem revolveram e alteraram o habitat e hoje povoam a cidade.

Mas, não há céu desta cor em lugar nenhum do mundo e não há mar como o da Meia Praia!

Grandes banhos!!!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O Resto é Ruído - À escuta do séc. XX


Ofereceram-me, esta semana um excelente livro: " O RESTO É RUÍDO", de Alex ROSS.

Encontrei num número da LER um artigo de opinião sobre este livro.

Aqui vos deixo:

"Claude Debussy referiu-se certa vez ao território da música como «país imaginário, ou seja, um país que não se encontra no mapa». Em O Resto é Ruído, Alex Ross, crítico musical da New Yorker, procura retirá-lo dessa dimensão aparentemente imaterial, integrando-o nos processos de leitura da contemporaneidade e de compreensão das suas raízes mais próximas. Ensaia então um esforço de entendimento da história da música ocidental no século XX, procurando, através dela, aperfeiçoar o conhecimento dos seus momentos nucleares na ligação com a actividade de alguns dos compositores mais criativos e singulares. De Gustav Mahler e Richard Strauss a John Adams e Philip Glass, uma linhagem de grandes criadores musicais vai cruzando estas páginas absorventes, mostrando recorrentemente que a vida e a obra dos intérpretes da música dita «clássica», ou «erudita» – e ao contrário daquilo que mais recentemente tende a considerar um certo gosto padronizado, marcado pela influência da cultura popular nascida no pós-Segunda Grande Guerra –, foi tudo menos construída, e experimentada, dentro de um universo soturno, entaipado, sem contacto com um público genuinamente interessado e com as grandes questões do tempo.
O livro integra uma componente didáctica, seguindo por isso uma cronologia de certa forma linear. A primeira parte ocupa-se do período de 1900-1933, abordando a cultura musical modernista, herdeira do romantismo mas ao mesmo tempo em clara ruptura com ele, com ênfase na afirmação da atonalidade, depois na descoberta da composição dodecafónica, e na valorização do conceito de popular. A segunda, interessada nos anos de 1933-1945, trata a relação entre política para as artes musicais, o nazismo e o estalinismo, mas também a emergência de uma música americana pujante e assumidamente concorrente da tradição europeia. A última parte, balizada pelas datas de 1945-2000, ocupa-se do impacto na música da Guerra Fria, da explosão cultural dos anos 50-60, do minimalismo, do jazz e das influências caleidoscópicas de uma música popular e moderna que recusa a vulgaridade. Atravessando todo aquele tempo, figuras tutelares mas inevitavelmente complexas – como Strauss, Schoenberg, Mahler, Stravinsky, Chostakovich ou Boulez, cuja originalidade, influência e capacidade para se adaptarem à mudança e se repensarem são aqui constantemente invocadas –, ajudam a expor os caminhos possíveis e as contradições constantemente em presença. Se o objectivo proposto para este livro era, como declara inicialmente Ross, apresentar um século XX «ouvido através da sua música», mas também propor uma cartografia para esse «obscuro pandemónio que habita as periferias da cultura», pode dizer-se que ele foi duplamente conseguido. Porque nesta obra de síntese o ruído passa para segundo plano e a música emerge enquanto protagonista da vida e da mudança.
Alex Ross(2009) O Resto é Ruído. À Escuta do Século XX. Alfragide: Casa das Letras, 576 págs. [ Publicado na LER de Novembro]

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Não depende da posição....

Tenho estado muito ausente deste espaço, tenho-me dedicado a outro entertenimento que aqui vou partilhar:

Fazê-lo parado fortalece a coluna,

de barriga para baixo estimula a circulação do sangue,

de barriga para cima é mais agradável,

fazê-lo sozinho é enriquecedor, mas egoísta,

em grupo pode ser divertido,

no w.c. é muito digestivo,

no automóvel pode ser perigoso.

Fazê-lo com frequênciadesenvolve a imaginação,

a dois, enriquece o conhecimento,

de joelhos, torna-se doloroso.

Enfim, sobre a mesa ou sobre ao secretária,

antes de comer ou à sobremesa,

sobre a cama ou numa rede,

despidos ou vestidos,

na relva ou sobre o tapete,

com música ou em silêncio,

entre lençóis ou no roupeiro:

Fazê-lo é sempre um acto de amor e de enriquecimento.

Não importa a idade, nem a raça, nem o credo, nem o sexo, nem aposição económica...

o que importa é que

.............................................Ler é um prazer!!!.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

TANGO COM BOLA

Fenomemal este video!
Enão gosto de futebol, nem de nada que lhe diga respeito, mas esta dança é um verdadeiro espectáculo!

video

quarta-feira, 7 de julho de 2010

MATILDE ROSA ARAÚJO



A escritora Matilde Rosa Araújo morreu ontem, em Lisboa aos 89 anos, deixando já pronto uma nova obra para a infância, com ilustrações de Maria Keil. Um texto inédito, intitulado "Florinda e o Pai Natal", que vai ser editado a título póstumo, em Outubro, pela Calendário.

Fiz, numa u.c. de mestrado, um trabalho sobre "As cançõezinhas da Tila" e os livros de poemas musicados. As músicas das canções são de Fernando Lopes Graça, interpretadas pelo "Bando dos Gambozinos".

Foi um trabalho feito com muito prazer.

"Menina dos olhos doces
adormece ao meu cantar:
Tenho menina de trapos,
Tenho uma voz de luar...

Os meus braços são a lua
quando ela é quarto crescente:
dorme menina de trapos,
meu pedacinho de gente."

Canção de embalar bonequinhas pobres, in "Cançõezinhas da Tila, 1996

segunda-feira, 5 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

A Propósito do Mundial



Recebi um pedido, de um amigo, para publicar um texto no meu blog. Vou, de facto, aceder ao seu pedido, mas identificando o autor.




PARA QUE FIQUE CLARO: Só publico textos e comentários assinados, os anónimos têm ido para o lixo!


Por isso, quando comentarem identifiquem-se. Nada de "Maria de Coimbra", nem de "Folião do Telhado", ou "Pau de vassoura"(esta não lembra o Diabo)!




"A propósito do Mundial…..

É com agrado que vejo o sentimento patriótico elevar-se ao seu mais nível, quando se projecta uma comitiva portuguesa para África do Sul, onde vai disputar o campeonato do mundo de futebol.

Eu percebo que o Futebol nos faça vibrar e provoque emoções fortes, mas não devemos confundir a cumplicidade, solidariedade e a vontade de vencer, virtudes, estas, enraizadas no nosso povo, com a dignidade e o orgulho de sermos Portugueses.

Meus amigos, a Bandeira Nacional é um Símbolo da Pátria, unificador de toda a Nação Portuguesa, que materializa a nossa história. Tem um poder afectivo tão forte que no passado, durante o combate, deveria permanecer sempre erguida, a tal ponto que, quando o porta-estandarte era derrubado, outro soldado a deveria erguer. A Bandeira Nacional faz este ano 100 Anos! Sabem em que dia? Dói-me a alma quando vejo pedaços de tecido, que tentam imitar aquilo que representa a nossa história, com adulterações ás regras heráldicas, em que esta está bipartida horizontalmente e não verticalmente, ou em que a cor verde ocupa metade e não dois quintos do comprimento total, ou ainda ver inscrições como “euro 2004” ou “Selecção Nacional”.

Eu gostaria de ver uma Bandeira Nacional erguida em cada casa de um Português quando a nossa selecção joga mas também no dia 10 de Junho. Desta forma saberia que existem pessoas que sabem que existe um dia de Portugal.

Pergunto eu… Será que o Lápis Azul não seria conveniente para censurar este atentado aos Símbolos da Pátria?"


José Barradas


Sem comentários, porque eu sou mais:

sexta-feira, 2 de julho de 2010

ESCOLAS DO 1º CICLO VÃO FECHAR


Mas ao que isto chegou! Uma vergonha o fecho de Escolas com menos de 20 alunos. Ontem eram 10, hoje: 20!
As crianças começam a ser desenraizadas desde cedo do seu habitat natural. Vão perder imenso tempo em transportes ( ida e volta ) diariamente, vão andar em stress e depois digam que não são bons alunos. Gente que hoje está no ME não passam de burocratas que nem sequer sabem pensar. Devem ter sido mal instruídos desde a escola, com certeza. Mas, o curioso é que a maioria desta gente foi professor(ou não?) e deixaram de o ser por não terem capacidades para o ensino,.atingiu-se, para essa gente, o princípio de Peter. Mas que Ministra é também esta a não ser uma yesgirl,( “yes, Prime Minister”) ? Esquisito, no mínimo. Vejam agora o que se passa agora com os chamados" Megagrupamentos" no Ministério da Educação. O ME coloca por um ano alguém da sua confiança (boa!) até ( dizem eles… ) haver novos concursos. Pois é, o que se esquecem de dizer é o seguinte: que se dará preferência a determinada pessoa da cor (rosa, de preferência vivo, mas até pode ser um pouco esbatido, havendo falta de melhor) e, se necessário colocam outro professor de um qualquer agrupamento ( que se confirme aqui nos arredores ); depois como vai haver concurso "ganharam os mesmos , portanto dirão: “já fizeram curriculum”; se são boy´s é pacífico, fica um boy que já lá esteja e vão buscar outro boy de um outro agrupamento qualquer. O que é importante é dar colocação a estes. Ok! Não se esqueçam que foi isso que se passou aquando da alteração dos Serviços do ME. Colocaram apenas estes(“a rosa que te dei…”), sendo afastados todos os outros que se sabia ter uma coloração ligeiramente diferente(“olha a laranjinha que caiu, caiu…”). Mais, colocaram quem não queriam, na mobilidade especial. E, claro tudo em nome do défice ( e que se verificou que gastaram ainda mais ). Hoje será em nome da crise. E, acreditem porque não vai haver redução de custos, porque vão criar assessores e mais assessores disto e daquilo, tal como o fizeram nos Serviços Centrais. É a sina do Poder que nos governa fazer as coisas de forma "camuflada" em nome de coisas importantes, para fazerem o que bem querem e como lhes apetece. Afinal, a crise nem chega à mesa deles….

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PONTOS AZUIS


A pedidos de várias famílias aqui vai o comprovativo, embora desfocado, de que são MESMO azuis!!!

Cirurgia ao túnel cárpico

DEPOISANTES



Bem, meus amigos e amigas, estive para fazer férias do blog, porque tenho alguma dificuldade em gerir isto apenas com a mão esquerda.


Pois é, lá meti a minha mão nas mãos do LOBO, Antunes, convenhamos, e submetive-me a uma cirurgia de desentupimento do túnel cárpico.


Desafiaram-me a contar aqui essa experiência, mas ainda é cedo, "a ferida ainda não está sarada" e os pontos são AZUIS! Foi um choque, foi uma satisfação, como eles descobriram que a minha cor preferida era o AZUL!!!


Primeiro foram horas de espera! Em jejum! Depois o bloco cirurgico não tinha música, tive que cantarolar para entreter a minha cabeça. O Prof. não gosta de operar com música..., pronto, meia hora a exercitar musicofília...


Talvez um dia destes vos conte, em detalhe, esta incursão pelo hospital da CUF.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

MAIS UMA DO NOSSO PORTUGAL!! DEPUTADOS NO REINO UNIDO...!


Recebi um e-mail com otexto que se segue. Confirmei e é de facto assim em Inglaterra.

Gozem, e acompanhem com uma bica cheia, por terras de S. Majestade.


"Não é de estranhar, mas é interessante saber... como tudo é diferente...!

Os deputados do Reino Unido, na "Mãe dos Parlamentos",

1 . Não têm lugar certo onde sentar-se, na Câmara dos Comuns;
2 . Não têm escritórios, nem secretários, nem automóveis;
3 . Não têm residência (pagam pela sua casa em Londres ou nas províncias);
Detalhe: e pagam, por todas as suas despesas, normalmente, como todo e qualquer trabalhador;
4 . Não têm passagens de avião gratuitas, salvo quando ao serviço do próprio Parlamento.
E o seu salário equipara-se ao de um Chefe de Secção de qualquer repartição pública.

Em suma, são SERVIDORES DO POVO e não PARASITAS do mesmo.
A propósito, sabiam que, em Portugal, os funcionários não deputados que trabalham na Assembleia têm um subsídio equivalente a 80 % do seu vencimento? Isto é, se cá fora ganhasse 1000,00 € lá dentro ganharia 1800,00 €. Porquê? Profissão de desgaste rápido? E por que é que os jornais não falam disto?

Porque têm medo? Ou não podem?"

terça-feira, 22 de junho de 2010

Carl Orff


Método Orff

Carl Orff, nascido em Munique em 1895 destacou-se como fundador da escola Gunther. Nesta mesma escola desenvolveu um género de composição baseada na improvisação dos bailarinos, sendo que, o primeiro instrumento a ser explorado foi o corpo nas vertentes da voz (falada e cantada) e o batimento de pés e mãos em várias partes do corpo.

Podemos dizer que Carl Orff realizou “decisivas contribuições no campo da rítmica, da criatividade musical dos instrumentos didácticos e da integração das diferentes manifestações artísticas e expressivas” (Gainza).

O método foi aperfeiçoado por um grupo de professores que no instituto Orff de Salzburg mostravam aos novos professores o trabalho que desenvolviam com as crianças.

Desde 1965 que se promovem os estágios em vários países o que deu origem a que o método se tenha espalhado por todo por todo o mundo.

Mas em que consiste realmente este método?

“Numa abordagem da música baseada no ritmo (…) e também na linguagem. Parte-se de uma palavra, procura-se o seu acento tónico, o ritmo; numa fase posterior, escolhe-se uma frase que o professor diz de uma forma monocórdica a fim de que seja o próprio aluno a redescobrir a acentuação que lhe é própria ou a encontrar nela acentuações falsas” (Gagnard, 1974:133). De forma gradual a criança passa de uma frase para um poema e do ritmo para uma melodia que irá ser acompanhada não só por instrumentos de percussão de altura indefinida mas também de altura definida como xilofone, o carrilhão, etc.

Tudo o que temos vindo a referir leva-nos a perceber que a intenção do método não é mais do que um nítido contrariar da escola tradicional promovendo a experiência antes da compreensão.

Logo, antes da criança perceber os valores das figuras musicais, ela vai realizar os ritmos batendo na mesa ou noutros objectos.

É de particular interesse a forma como este método conduz a criança à improvisação colectiva. Assim, tudo o que esta improvisação colectiva pressupõe não pode ser esquecido. Aspectos como o sentido social e de respeito pelo outro são obviamente promovidos por este tipo de vivência.

Carl Orff mandou construir instrumentos para serem utilizados exclusivamente por crianças. Sendo as técnicas de manuseamento desses instrumentos muito próximas dos movimentos corporais que se realizavam a acompanhar as canções. A construção dos instrumentos que acabámos de referir visava conseguir que a criança tivesse o primeiro contacto com o instrumento o mais depressa possível.

O método de Carl Orff ainda é um dos métodos mais utilizados em todo o mundo.

Carl Orff morreu em 1982.

sábado, 19 de junho de 2010



Ao estilo Saramago, quer se goste ou não se goste, deixo este elogio fúnebre:
Há mortes e mortes há mortes as que são uma bênção de vida e, depois, há aquelas mortes que amputam um pouco este nosso país neste caso a cultura de si já tão abandonada e tão pouco divulgada por este mundo for, essas deixam marcas.

terça-feira, 15 de junho de 2010

É a crise, mas de valores

Porque é que estas imagens não passam nas nossas televisões?

http://www.youtube.com/watch_popup?v=m2B7RWJY--A

Porque simplesmente não interessa, o que interessa é continuar-se a especular-se sobre a crise, inventar-se pseudo soluções e dizer-se que todos os portugueses têm que pagar a crise gerada por quem manda.
"Façam o que eu digo não façam o que eu faço".
Vai mais uma bica?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

http://www.youtube.com/watch?v=wg5SU_bDNsA



Haja quem tenha coragem de clamar bem alto aquilo que nós andamos a dizer há tanto tempo e que tem caído em saco roto.



Haja




ó Zé!

domingo, 6 de junho de 2010

Vamos ao Teatro


Vamos ao teatro com o projecto «Clássicos: Modo de Usar». Este ano com O Burguês Fidalgo uma comédia hilariante do séc. XVII, com um sentido de humor que é muito bem-vindo nos dias de hoje. O texto foi revisitado sem intenções de modernizações para nos fazer descobrir um Molière brincalhão, atrevido, com uma agilidade de diálogos incansável, que constrói uma história profundamente divertida, com uma desconcertante crítica social ao pretensiosismo e ao novo-riquismo, um leque de personagens delirantes, desfrutando o público do final do dia entre o arvoredo dos jardins do Palácio do Beau Séjour, lugar perfeito e inesperado em plena Estrada de Benfica.No final do espectáculo, poderá ficar para jantar.Informações e reservas (até 24h antes) -96 188 04 01/91 973 26 93

sábado, 29 de maio de 2010

Cotton Club - Caldas da Rainha




Foi um sucesso o espectáculo "Cotton Club", realizado pelo Conservatório de Caldas da Rainha, na SIR Pimpões.


Um " Mergulho no Tempo" até aos anos 20/30, nos EUA.


Um programa musical de qualidade, onde os intervenientes foram professores e alunos do Conservatório de Caldas da Rainha.


Nada faltou, até um carro de 1927 fez parte do cenário a par com mafiosos, racismo e coca cola.


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Passamos à Moda do Playboy

Luis Constantino para o grupo Vamos fazer com que este burro tenha mais fãs do que o Sócrates no Facebook

Parece que pegou a moda da Playboy. Não só contentes de verem uma portuguesa, que não ganha o suficiente para viver com as aulas de AEC (e os meus colaboradores que o digam...) e resolve dar sustento ao seu pé de meia, sem sem meia e sem nada, logo vem a inveja e Portugal aparece de "tanga" (olha o pudor, agora!), na cara de quem muito ganha e "rouba" a quem verdadeiramente já anda de TANGA!!!!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Grande Concerto dia 23 de Maio no CCC


"O CCC recebe um inédito concerto com a Banda Comércio e Indústria e solistas dos Conservatório das Caldas da Rainha.As Bandas Filarmónicas têm uma fundamental importância na vida musical do nosso país. Delas têm saído os melhores instrumentistas que compõe as Orquestras, Bandas Militares e outros grupos de nível profissional.Será um Concerto dedicado à Família, à Cidade e às Crianças, trará peças de apresentação da sonoridade de uma banda, peças com solistas que são docentes no Conservatório e tiveram a sua iniciação musical em filarmónicas, e concluirá com a obra mais famosa da história da música dedicada às crianças, O Pedro e o Lobo de Prokofiev, numa versão reduzida, com a presença de um narrador e com um arranjo para banda em estreia absoluta."
Assim, no dia 23 de Maio, o CCC cumpre a sua missão (bem pelo menos devia ser a sua missão) oferecendo no seu programa uma tarde de boa música, um concerto produzido por "prata da casa".
Afinal para que foi construído? Para trazer uma série de espectáculos e concerto pra salas vazias (ou quase)? Não fomos nós todos que o pagámos? Então porque é que quando a "gente" de cá quer realizar algum evento no CCC tem que pagar aluguer de sala?! E porque é que não há espectáculos gratuitos para crianças?
Sei que são perguntas sem resposta...
Esperamos que não se fiquem por aí, porque com olhar atento vemos que, neste concelho, se faz trabalho artístico de qualidade .

terça-feira, 11 de maio de 2010

Bancarrota lesa Educação e Saúde

A regra entra um por cada dois que saem é de aplicação universal, garante o secretário de estado das finanças.
"O artigo 23º do Orçamento do Estado, aprovado na Assembleia da República, é muito claro: a regra do dois por um aplica-se a todos", salientou ontem o secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos, no final de uma ronda negocial com os sindicatos do sector. "Na Educação e na Saúde também se aplica a regra, embora esta não seja uma regra cega e que tem em conta as especificidades de cada serviço. Mas trata-se de uma regra universal", acrescentou Castilho dos Santos.
Mas o ME diz o contrário e já todos sabemos que quem manda nos dinheiros da educação, não é o ME, é o ministro das finanças.
"Os professores têm um regime especial de concurso e são colocados em função das necessidades das escolas, portanto, a regra do dois por um não se aplica".
Vamos lá ver se se entendem! Isto deve-se ao que aconteceu no conclave europeu que juntou, no fim-de-semana passado, todos os dirigentes máximos dos países da União Europeia?Portugal, tal como a Grécia e a Espanha, perderam no Domingo passado a soberania em matéria de finanças e orçamento. E agora? É a União Europeia e o FMI que vai dar autorização ao Governo para lançar medidas que aumentem a despesa pública?
Provavelmente a redução da despesagal será pela Educação, Saúde e Prestações Sociais (é aí que José Sócrates vai de cortar mais).
Estamos na bancarrota, provocada por 15 anos de despesismo, corrupção e muito mau governo.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Economia vai derrotar a democracia

Pois é, a economia vai ser mais um "lápis azul" para a democracia, que o diga Medina Carreira:


http://www.youtube.com/watch?v=Vrd7jyzpE0g&feature=related

NÃO É INSÓLITO, É A VOZ DO POVO

As terras com nomes mais estranhos de Portugal!
Há lugares e freguesias, em Portugal, com os nomes mais esdrúxulos que se possa imaginar. Sabe onde ficam, por exemplo, Vila Nova do Coito, Vale da Rata ou Vergas? Descubra.

ANGÚSTIAS - Paredes de Coura
CARNE ASSADA - Terrugem - Sintra
BEXIGA - Tomar
CABRÕES - Santo Tirso
DESERTO - Alcoutim
JERUSALÉM DO ROMEU - Mirandela
ORELHUDO - Coimbra
PAITORTO - Mirandela
PÉS ESCALDADOS - Arganil
PICHA - (perto da VENDA DA GAITA ) Pedrógão Grande
PORCA - Ponte de Lima
PURGATÓRIO - Albufeira
QUINTA DE COMICHÃO - Guarda
RIO CABRÃO - Arcos de Valdevez
VALE DA RATA - Viana do Alentejo
VENDA DAS PULGAS - Mafra
VERGAS - Vagos
VILA NOVA DO COITO - Santarém

VISÃO ON LINE

Sexta-feira, 7 de Mai de 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010





Pois é, Zé, agora é que vão ser elas. Não se pode falar, não se pode gravar, não se pode expressar opinião e qualquer dia até nos estão a tirar o subsídio de férias e de Natal...

Olha, resta-nos a Paciência... a Maria, é claro!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A não perder, um programa fantástico e uma iniciativa que já dura há tanto tempo.
Parabéns, Mota.

É hoje!

Só o facto de sentir que o "lápis azul" anda sorrateiramente por aí, levou-me a iniciar este blogue.
Vou tentar criar um espaço à mesa do café, cruzando as bicas com as bocas, sejam elas culturais, sociais, ou apenas sobre "onde vais este ano de férias?". Um espaço que não tem fronteiras, nem barreiras, multicultural, até nos tachos (tachos a sério, aqueles que se colocam ao lume e não os que para aí andam em "banho-maria").
Sejam benvindos e sirvam-se de um cafezinho, enquanto trocamos dois dedos de conversa.