sábado, 25 de junho de 2011

Hoje é uma receita de chá.
Belíssima!


Chá de Jasmim, o Chá Imperial


Ingredientes:
Uma colher de chá das folhas, para cada xícara de água fervente.


Nota:
As folhas deste honorável chá de jasmim são prensadas junto com pequenas flores do jasmim estrelado e guardadas durante anos, antes de serem usadas.
Este chá é famoso em todo o Extremo-Oriente e antigamente, na China Imperial, era usado somente pelos nobres da Corte.

Preparo:
- Encha um bule em forma de pássaro com água de orvalho, ou das tuas lágrimas.
- Ponha-o em fogo brando até que a água comece a sorrir.
- Escute o suave ruído crescer até se tornar uma gargalhada de onda revolta.
- Retire e despeje numa taça de porcelana, macia como os fios do bicho-da-seda, onde já repousam as folhas do chá de jasmim, colhido por virgens nas colheitas do terceiro mês da Lua Brilhante.
- Mexa com uma colher de porcelana vermelha pintada de dragões.
- Depois, cubra a taça com um pedacinho de seda azul - cor do céu depois das chuvas.
- Sentirás um aroma doce como o Jardim das Flores que não murcham nunca.
- Leve a taça aos lábios e beba devagar sete pequenos goles.
- Teu corpo ficará leve como a primeira névoa da manhã e então, somente então, sentirás a felicidade suprema...

Chiang Sing - Receitas Tradicionais da Cozinha Chinesa

Bons chás

terça-feira, 7 de junho de 2011

Estamos de volta

Pois é verdade!
Estamos de volta!
Chegou a hora de retomar este blog!
Não confundam, por favor, isto não tem nada a ver com o que se passou ontem, é simplesmente coincidência.
Não foi influência das eleições, não, apenas outras guerras que nada têm a ver com política.
Como vai ser?
De que iremos falar?
Não sei, deixaremos os dedos correr devagar, ou acelerados conforme os dias e as situações. Depois veremos o que é importante é retomar!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Bolg de férias


Por não poder estar, neste momento, a "alimentar" este meu blog, considero que tenho estado de Férias de Blog.

Vou voltar, prometo que vou voltar!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O ar da República...


In blogue "O centenário da República"

(...) É paradoxal: os reis constitucionais cultivavam, na rua, a dessacralização do poder. A República, porém, fecha-se nos seus palácios. Nos anos 70 e 80 do séc.XIX, o rei D.Luiz, pai de D.Carlos, ia todas as tardes ao Rossio, beber a sua ginginha com os amigos. Sozinho e sem segurança. Qualquer súbdito poderia trocar dois dedos de conversa com o rei, que se apresentava no seu grosseiro jaquetão burguês, e trocar com ele umas palmadas nas costas. Hoje, qualquer mísero secretário de Estado passa em carros topo de gama de vidros fumados, alheio à plebe. O ar da República está irrespirável. (...)

- Filipe Luís, O ar impuro da República, na Visão.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Por favor!!! Até na Rússia Portugal é notícia!!!!


Ler no PRAVDA:




Povo sofredor, abre os olhos! Salta à rua! Grita! Faz-te ouvir!

Acabai com o fado de que a vida são dois dias e o Carnaval três!

Invertei os dados!

Soltai os cães!

domingo, 10 de outubro de 2010

IMAGINEM - Mário Crespo


Imaginem


00h30m


Mário Crespo


Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento. Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado. Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas. Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.

sábado, 25 de setembro de 2010

Salazar e a eterna questão do PODER!


Continuo muito monárquica.

Mas, de qualquer modo, este artigo suscitou-me a curiosiade e acabei por lê-lo.

Vale a pena e observar esta lúcida análise.